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segunda-feira, março 04, 2013

PMDB JÁ CORRIGE ROTA DE ATAQUE A LINDBERGH




Críticas do presidente do PMDB fluminense Jorge Picciani às duas gestões de Lindbergh Farias, do PT, em Nova Iguaçu são avaliadas no partido como estratégia mais eficiente do que tentativa de matar candidatura dele no nascedouro; "ele acabou com a cidade", disse; prefeito do município, Nelson Bornier terá papel estratégico na desconstrução do senador como gestor.

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Em entrevista ao jornal Extra, reproduzida por 247, o presidente do PMDB-RJ Jorge Picciani procurou ele mesmo, sem renegar, avançar sobre a própria nota que assinou. "Lindbergh acabou com Nova Iguaçu", disse Picciani, desta feita sim com uma crítica objetiva, que terá de ser provada.
Para provar que "Lindbergh acabou com Nova Iguaçu", Picciani conta com a nova administração na cidade da Baixada Fluminense do também peemedebista Nelson Bornier. O prefeito, no primeiro dia de seu mandato, fechou a sede municipal sob alegação de falta de condições para governar a cidade, em razão da balbúrdia administrativa que encontrou. Hospital da Posse quebrado,  contratos de coleta de lixo expirados, compras sem licitação, sumiço de recurso, de tudo ele viu muito. Caos. Herança direta da administração anterior, da prefeita Sheila Gama, que em sua campanha foi apoiada e usou e abusou das imagens da presidente Dilma Rousseff, do ex-presidente Lula e do senador Lindbergh. Uma campanha milionária, que não resistiu ao melhor recall de Brnier.
O senador Lindbergh foi o principal padrinho político de Sheila, que fora sua vice. Ele governou a cidade por dois mandatos e, instado por Picciani, terá de responder uma a uma a pesadas acusações de descalabro administrativo que lhe serão feitas, a partir de agora, com mais consistência.
Atacar Lindbergh pelo que Picciani considera ter sido uma irresponsável administração em Nova Iguaçu já se mostra muito mais útil para os interesses do PMDB do que procurar tirar o senador do jogo eleitoral com uma manobra de pressão que não assustou ninguém. Se a intenção era obter, a esta altura tão distante das eleições, uma intervenção de Lula no PT do Rio, o próprio Lindbergh, cercado de garantias, disse que essa chance é "zero". Momentos antes, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou que a candidatura do ex-prefeito é "pra valer". E é mesmo.
O momento do PMDB, a partir de agora, será o de construção verdadeira, entre as bases da população, da candidatura de Pezão – e não mais de tentar espantar, com uma simples palmada, um adversário eleitoralmente forte A negativa repercussão da carta assinada pela presidente do partido veio, para os interesses do próprio partido e seu presidente, em boa hora.
Divertiu-se com o episódio o ex-governador Anthony Garotinho, dizendo que o partido adversário parece querer "ganhar por W.O.". Se a candidatura do vice-governador é vista, pelas pesquisas que o partido domina, como eleitoralmente fraca, o PMDB ainda terá no prefeito Eduardo Paes um quadro pronto para enfrentar, e com vantagem, os fortes candidatos Lindbergh, do PT, e Garotinho, do PR. Eles não irão deixar de tentar só porque o PMDB não gosta de ideia. A eleição de 2014 para o governo do Rio de Janeiro será uma luta de titãs, não menos que isso.
Fonte: Brasil247

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